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17 de jun. de 2006

"Por que rotulamos as pessoas (e odiamos quando rotulam a gente)"

Rótulos são muito comuns hoje em dia.Principalmente entre os jovens, que procuram se destacar de alguma forma entre o meio em que vivem, se sobressair, mesmo que, para isso acontecer seja preciso recriminar um colega ou rotula-lo de alguma maneira humilhante ou constrangedora.
Entre as mais diferentes tribos que existem sempre há um líder e seus seguidores, portanto cada tribo tem um rótulo pré-fabricado e com ele o preconceito de ambas as partes, tanto dos integrantes da tribo com os outros que não fazem parte, como dos de fora com quem participa.
É o exemplo dos emos, indies, góticos, punks, anarco-punks, grunges, pagodeiros, entre muitos outros. Esses termos também são rótulos, usados para definir cada grupo, caracterizando e impondo um estilo de vida, musical, cultural e um jeito de se vestir.
Podemos até não perceber, mas constantemente somos julgados por nossos atos, reparados e criticados, tudo bem que faz parte da vida, mas rótulo em excesso tira a personalidade própria e o livre arbítrio da pessoa, que acaba se sentindo presa em um mundo que não é seu, um produto vendido ela aparência.
Mas sempre chega a hora de jogar tudo para o alto, dizer “chega!” , tirar as máscaras e parar de ser o que você não é. Pena que muitos descobrem isso tarde demais.
É como diria a cantora Pitty: “...e o importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja você, mesmo que seja bizarro”.
Agora é só levar esta frase a sério e não ter medo nem vergonha de ser feliz, do jeito que achar melhor, pois sempre existe alguém que pensa como você, pode não ser a maioria das pessoas, e nem todos os seus amigos.

Então deixe o rótulo para o achocolatado, o leite condensado ou aquele refrigerante, porque tenho certeza de que fica bem melhor.


postado por Wonka às 9:51 AM |