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17 de jun. de 2006
A fachada reluzente Do que parece perfeito aos olhos dos outros De fora é fácil falar Mas quem vive é quem sabe Dos problemas que tem que enfrentar
Próximo do morro, perto do bueiro Viver no lixo, e conviver com ele Rotina diária, costume precário A vontade explicita de ter dignidade
Ser cidadão, um direito em vão O que poderei ser quando crescer? Troco minha educação por um pedaço de pão E construo meu futuro ás margens da ilusão
Uma contradição injusta A comunidade de fachada Que alimenta as esperanças e sonhos De quem não tem nada
Vejo esses versos na palma da minha mão Que fogem constantemente Fogem da desilusão Do caminho que parece errado Para algum motivo de viver
Viver nem que seja de migalhas Sobreviver de sentimentos Já desgastados e enfraquecidos Mas que não morrem por nada.
postado por Wonka às 9:50 AM
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